Código de ética no trabalho para limitar uso da internet

  • - 03 dezembro, 2018 - Notícias

Especialistas defendem criação de código de ética no trabalho para limitar uso da internet

Regulamentar o uso das redes sociais no trabalho é a melhor maneira de evitar problemas futuros. “No regulamento interno, também chamado de código de ética, a empresa pode dizer como deverá ser o uso das redes sociais pelos empregados. Ela pode limitar o uso durante o horário de trabalho, por exemplo”, afirma o especialista em direito do trabalho Gustavo Silva de Aquino, advogado associado do escritório Chenut Oliveira Santiago.

No código de ética, a empresa pode definir, inclusive, que deseja em seu quadro apenas funcionários com valores “do bem”. Dessa forma, aqueles que fazem posts preconceituosos, com viés racista ou homofóbico, por exemplo, estariam na mira do departamento de Recursos Humanos.

De acordo com a diretora e consultora da empresa Leaders HR Consultants, Astrid Vieira, é cada vez mais comum que as ações dos empregados na internet sejam “vigiadas” pelas empresas. Segundo ela, algumas companhias têm, até mesmo, funcionários dedicados ao monitoramento das redes dos empregados.

“Em cargos de alto escalão, os excessos nas redes sociais são quase inexistentes. Mas, em cargos mais baixos e até médios, é comum que os problemas surjam”, afirma.

Fake
Na avaliação do juiz da Vara do Trabalho de Iturama (MG), Geraldo Magela Melo, autor de um livro sobre o assunto, as pessoas precisam entender que hoje é muito mais fácil encontrar quem faz ofensas nas redes sociais do que em praça pública. “Muitos se escondem atrás da tela do computador, do celular ou do tablet. Mas serão descobertos”, garante, fazendo referência aos perfis fakes.

Para a advogada do departamento de Relações de Trabalho do escritório Braga Nascimento e Zilio, Beatriz Aguiar Rocha, as empresas devem, além de criar um regulamento, deixar bem claro, em palestras e outras medidas, quais ações não serão toleradas.

“Esse tipo de coisa deve ficar bem clara, porque os processos judiciais estão cada vez mais comuns. É preciso preparar o funcionário para que não seja preciso demiti-lo”, pondera.

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